Pr. Eziquiel Nascimento
Publicado em 02/07/2021
Aparentemente o título acima é um paradoxo absurdo. Como o fim pode ser o começo? Sabe, eu tenho um “patrão” que é “fora da curva”. Ele é tão “fora da curva” que, para mim, ele é “fora de fora da curva”; ou seja, ele é único, inigualável. Além disso, esse meu patrão tem um “senso de humor” que, muitas vezes, não dá pra entender... só aplaudir, aplaudir...; e curvar-me diante da excepcionalidade que ele é. Estou falando do meu Deus, ou se você preferir: Yahweh.
Certo dia Ele escolheu um homem íntegro para dele fazer uma nação especial: Abraão. Conduziu a história dele, de seu filho Isaque, de seu neto Jacó e de seu bisneto José para que deles surgisse um povo chamado Israel, de onde nasceria o maior de todos: Jesus Cristo, o Leão da Tribo de Judá. Aquele que morreu numa cruz e se tornou o Salvador da humanidade. Você sabia disso?
No capítulo 50 de Gênesis você pode ler a história desta reflexão. É o fim da história de José, pois ele morreu aos 110 anos. Antes de morrer há dois episódios que, também, são “fora da curva”, para boa parte das pessoas que se dizem cristãs hoje. 1. Seus irmãos, com a morte do pai, temeram pela vida, pois tinham vendido a José como escravos, muitos anos atrás. Eles se humilharam... mas, receberam o perdão total do irmão e governador José. Este entendia que Deus permitira tudo isso porque sabia que José seria o salvador de sua família e contribuiria para a formação de uma grande nação. Realmente, Deus é “fora da curva”. 2. Chamou seus irmãos e mencionou a história de seus antepassados e, pelos olhos da fé e por divina iluminação, anteviu o futuro de sua família como nação e pediu que seus ossos fossem levados, nesse futuro longínquo, até a Terra Prometida.
Depois da morte de José, sua família se tornou escrava no Egito e, quem poderia imaginar; Deus, o meu patrão maior, com fantástico senso de humor; porém, com amor, justiça e forte mão; tirou o povo do cativeiro e o transformou na exuberante nação de Israel, berço de Jesus Cristo. Ele é ou não é um “Patrão fora da curva”?
Fechou-se a cortina da vida para José e, aí começou a história da formação da grande nação de Israel. Séculos se passaram, mas Deus cumpriu cada promessa feita a Abraão, Isaque, Jacó; e José, ciente e pela fé, terminou sua vida na certeza de que era o começo de uma grande nação. Vale a pena confiar totalmente nesse “Deus fora da curva” porque Ele é o único Deus sobre tudo e todos.
A vida de José, a minha vida, a sua vida, é como “um vapor que passa” (Salmo 90). José sepultou o pai e, anos mais tarde, também foi sepultado. Nos seus 80 anos de profícuo governo viveu para servir a Deus, servir sua pátria e abençoar seus irmãos e famílias. Sua família se tornou a nação de Israel, nunca é demais frisar isso. Viveu uma vida longeva, abençoada e pôde morrer em paz.
Assim como seus ancestrais patriarcas, José viveu uma vida longeva, abençoada e abençoadora. Pôde morrer em paz. Chamou seus irmãos e, diz o texto, que profetizou: “... Deus vos visitará com poder e vos fará subir destas terras para a terra que Ele prometeu, sob juramento, a Abraão, Isaque e Jacó” (vs. 24). Ninguém mais do que ele creu completamente nas promessas feitas por Deus sob autojuramento. Ele sabia que Deus cumpriria todas as promessas. Ele estava, pela fé e profeticamente, anunciando o êxodo dos filhos de Israel do Egito. O caixão de José no Egito não foi o capítulo final de uma história, mas o primeiro capítulo da história familiar da redenção em Jesus Cristo. A história terminará com a volta de Jesus, conforme Apocalipse. Que lições podem ser tiradas da vida de José, ao encerrar o livro de Gênesis?
1. Ao sofrer injustiça pessoal, o cristão deve deixar a vingança nas mãos de Deus! O perdão traz paz pessoal e familiar. Foi assim que José agiu com seus irmãos. 2. Os componentes de uma família cristã precisam aprender, com José, que saber perdoar e enxergar as coisas boas de cada um é a vontade de Deus! Isso não significa aceitar os erros dos outros e nem deixar de confrontar com amor. Significa lembrar sem sentir dor e amar incondicionalmente. 3. Ao deixar Deus dirigir totalmente nossas vidas, o orgulho será vencido. Sentimentos ruins serão abrandados e atitudes de reconciliação e perdão serão vivenciadas dentro da família. Deus, e não cada pessoa, será o responsável pela ajuda na disposição de perdoar e caminhar a segunda milha. A vida e as ações de José são, sem dúvida, um modelo a ser seguido. Amém!
Venha refletir mais um pouco sobre essa história. Participe conosco do Café Metanoia, no YouTube, domingo 9:00 horas e 9:30 horas na EBD da IBVO (classe ADULTOS).
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